Estereótipo sobre a Geração Z não falta. Nasceram com um aparelho na mão, a atenção deles supostamente não dura nada e desistem de qualquer coisa que passe de 15 segundos. Já o quadro comercial é bem mais difícil de contestar.
A Business Research Insights estima que a Geração Z responde por 44% da atividade global de apostas em esports, com os millennials logo atrás, em 43%. São 87% do mercado, e os melhores anos de consumo dessa turma ainda estão por vir: o Bank of America Institute projeta que a Geração Z chegue a US$ 74 trilhões em renda líquida até 2040.
Eles também valem desde o primeiro depósito. Os dados dos nossos parceiros mostram que o apostador de esports aposta cerca de 7x mais na primeira aposta do que o apostador de esportes tradicionais. São depositantes novos que já conhecem o jogo e os times, e isso muda a conta da aquisição: o mesmo investimento em marketing traz um primeiro depósito várias vezes maior.
O ponto é que conquistar esse público não se resolve com verba de marketing. Se resolve com uma casa de apostas construída em torno do jeito como eles já consomem entretenimento.
O caminho fácil é tratar esports como mais uma aba ao lado do futebol e do tênis. Mesmo layout, mesmo menu de mercados, só que com menos cobertura. Essa estrutura ignora como esse público se comporta.
A Geração Z cresceu pulando entre streams, chat, clipes, odds e feeds sociais, muitas vezes com duas telas ligadas ao mesmo tempo. Transmissão de duas horas com uma câmera só nunca fez parte da rotina deles.
Esports está exatamente onde a atenção dessa geração já vive: no cruzamento entre games, entretenimento e redes sociais. Os fãs acompanham jogadores e times como as gerações anteriores acompanhavam clubes e craques, com uma diferença: aqui o acompanhamento é interativo. Eles estão no chat, discutindo quem devia ter puxado aquela última teamfight.
Nosso 2025 Esports Betting Review captou o mesmo padrão do lado das apostas: uma parcela crescente de apostadores segue jogadores e times específicos, e os mercados de jogador vêm ganhando espaço sobre os mercados de partida.
A estrutura do conteúdo também ajuda. As partidas são rápidas, os calendários de torneios atravessam todos os fusos e cada título roda seu próprio sistema em camadas, do CBLOL aos Majors. Quase sempre tem algo relevante rolando ao vivo em algum lugar.
Dê a esse público onde colocar esse conhecimento e o valor por cabeça vem junto.
Os produtos de apostas de sempre tratam o apostador como espectador: você faz uma aposta pré-jogo, espera o resultado e confere o placar depois. Para a Geração Z, isso tem gosto de assistir TV.
Essa geração quer conversar, palpitar e comemorar em tempo real. Mercados ao vivo e props conversam direto com isso, porque nascem das perguntas que os fãs já discutem: quem pega o first blood, qual time leva o próximo Dragon, se o mapa vai para o overtime. O BetBuilder vai além e permite combinar mercados dentro de uma mesma partida, com odds recalculadas em tempo real.
Profundidade é o que está em jogo aqui. Quem entende o jogo nesse nível quer mais do que um mercado de vencedor da partida, e cada forma extra de traduzir esse conhecimento é mais uma porta de entrada para o bilhete.
Essa geração tem fama de querer tudo na hora. O comportamento nas apostas em esports diz a mesma coisa. Nossos dados de 2025 colocam os tickets ao vivo entre 72% e 86% de toda a atividade de apostas em esports, dependendo do título. Quando essa fatia da interação acontece ao vivo, milissegundos decidem se o produto parece emocionante ou quebrado.
Imagine a rodada final de um Major. O azarão engata uma virada absurda, o apostador acompanha pela stream, clica para entrar na posição e o mercado congela. Perdeu a aposta e perdeu um pedaço da confiança. A latência corta para os dois lados: se a stream fica atrás do jogo, o apostador afiado acha valor em preços velhos, e uma falha de produto vira risco de integridade.
Dados de baixa latência mantêm as odds em sincronia com o que o apostador vê na tela. Assim ele reage a uma teamfight decisiva ou a um pistol round virado no instante em que acontece. Um bom Odds Feed de esports é feito para esse tipo de ação. Por trás das odds da Oddin.gg existem modelos com IA, traders especialistas nos títulos que precificam e com repertório para antecipar jogadas (muitos deles ex-profissionais), além de uma infraestrutura que lê os dados do jogo frame a frame.
Do ponto de vista de receita, isso vai muito além de UX. Cada segundo de atraso evitável custa apostas que deveriam ter sido aceitas, e empurra em silêncio os apostadores de maior valor para a casa que parece mais rápida.
A aquisição tradicional começa com alguém vendo um anúncio, se cadastrando e apostando. Com a Geração Z, o caminho não é tão reto. Esse grupo circula entre conteúdo e mercados ao vivo e chega ao seu produto quando encontra a experiência que procura. Para eles, assistir e apostar são a mesma coisa.
É aí que a camada de engajamento se paga. Os Esports Widgets colocam dados de partida em tempo real, visuais de momentum e informações de jogadores e times bem ao lado dos mercados. O BetPeek vai além e deixa o apostador controlar como acompanha a partida, trocando de visão e interagindo com a ação do jeito dele. Assistir, reagir e apostar viram um loop só, sem atrito no meio.
Um único mercado de vencedor por partida, odds lentas e um placar estático perdem a aposta imediata. E perdem também a briga de percepção, porque esse público é barulhento e social. Um clipe de odds congeladas num momento decisivo viaja muito mais longe do que qualquer campanha de marca.
Aquisição é só a porta de entrada. O jeito como essa geração aposta muda a economia da operação em três frentes.
Ou seja, o "como" de conquistar essa geração é menos misterioso do que parece: profundidade na cobertura de mercados, velocidade nos dados e uma camada de engajamento que mantenha o apostador dentro da ação. O público já conhece os jogos. A oportunidade está em construir um produto que dê a esse conhecimento para onde ir, antes do pico do poder de compra deles, não depois.
Se quiser ver como isso funcionaria na sua operação, é só falar com a gente.